Jovem Pan: Câmara de São Paulo vota reajuste do IPTU nesta segunda-feira

O IPTU de São Paulo vai receber a correção da inflação em 2022. O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), antecipou à Jovem Pan em entrevista que desistiu da correção da planta dos imóveis. A revisão atualiza as oscilações do mercado imobiliário em cada região e poderia aumentar o reajuste do imposto. “O prefeito é obrigado a em todo primeiro ano do mandato enviar à Câmara Municipal de São Paulo a revisão da planta genérica de valores, portanto, o aumento do IPTU. Eu optei por não enviar o aumento do IPTU, portanto, nós não teremos aumento de IPTU. A única coisa que irá acontecer, como já acontece todos os anos, é a correção pela inflação”, pontuou. O prefeito também afirmou que ainda não vai discutir o plano diretor em 2021. “Eu também deveria enviar para a Câmara ainda neste ano, de acordo com o artigo 4º, o Plano Diretor que votamos em 2013, enviar a revisão do Plano Diretor em 2021, mas, tendo em vista a pandemia, estamos com uma certa dificuldade e muito possivelmente eu não conseguirei enviar a revisão do plano diretor por este ano, devo encaminhar à Câmara uma autorização para enviar no ano que vem”, assinalou.

A decisão do prefeito em não mexer no valor dos imóveis é bem vista pela base governista, assim como a de desistir de recriar a taxa do lixo diante do desgaste da votação da reforma da previdência com a inclusão dos aposentados. Adilson Amadeu (DEM), reforça as dificuldades econômicas no segundo ano da pandemia. “Eu terei o máximo de cuidado para examinar este projeto, porque a situação do povo brasileiro e também do nosso munícipe da cidade de São Paulo, é difícil”, disse. O líder do governo, Fabio Riva (PSDB), avalia que a Casa deve votar nesta semana a mudança do IPTU. “A correção pela inflação nos IPTUs e mais do que isto, neste mesmo projeto a gente tem a diminuição de algumas alíquotas do ISS de alguns setores da sociedade que foram bastante afetados pela pandemia”, disse. O projeto também prevê a redução das alíquotas do ISS para franquias, serviços de entrega, transporte de passageiros por plataformas digitais, aluguéis e administração de imóveis de maneira digital.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos

 

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