Jovem Pan: Cartilha orienta sobre retinoblastoma, tumor mais comum nos olhos em crianças

Aos dois anos de idade, Lorena Louise já é um exemplo de superação. A mãe dela, Thayna Oliveira, conta que quando a garotinha fez 1 ano, observou uma manchinha no olho esquerdo da filha. Inicialmente, os médicos diagnosticaram como catarata pediátrica, mas foi somente um ano depois, após a menina sentir dores no olho, náuseas, dor de cabeça, e outros sintomas, que ela foi encaminhada ao Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina, onde constataram o quadro dela como retinoblastoma. “Foi muito tarde quando a gente descobriu o retinoblastoma. Por causa do primeiro diagnóstico que a gente teve, eu sosseguei, eu deixei para lá. Porém, os médicos disseram que iam tentar e que a gente ia fazer as quimioterapias. Então ela fez as duas quimioterapias, começou o tratamento dela, porém os médicos detectaram que não tinha chance mais esse olhinho dela e que ela teria que retirar, então ela acabou perdendo o olhinho esquerdo”, recorda a mãe.

Apesar de raro, esse é o tipo mais comum de câncer no olho em crianças, independentemente de sexo ou etnia. Ele se forma na retina e em 95% dos casos ocorre até os 5 anos de idade. Na maioria das vezes, o retinoblastoma é unilateral, ou seja, se manifesta em apenas um dos olhos. Entretanto, de 30% a 40% dos casos ele afeta os dois. Este foi o caso da pequena Lorena. “Ela fez algumas sessões de laser e ela conseguiu salvar o olho dela. Hoje ela está bem, passou por este processo, foi rápido e a nossa dica hoje para todas as mães que passam por isso ou que veem essas manchinhas nos olhos dos seus filhinhos é correr atrás, procurar, porque a cura é 100%, o retinoblastoma tem cura”, disse Thayna. Com o objetivo de orientar a população sobre a importância do diagnóstico precoce em casos de câncer nos olhos, o hospital do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), referência no tratamento, lançou uma cartilha digital com informações sobre os principais sintomas e sobre como identificar a doença.

O Coordenador do serviço de oncologia pediátrica do hospital Santa Marcelina, Sidnei Epelman, explica que quando o câncer é identificado em estágio inicial, as chances de cura superam 90%. “Quanto mais precoce for, a gente não só cura, porque a cura, mesmo quando não é tão precoce, pode acontecer, mas a gente consegue manter o olho da criança, a visão da criança, então é fundamental, em especial naqueles 30% de pacientes que a gente tem bilateral. Ainda segundo o oncologista, o principal sintoma da doença é perceptível. “É muito clássico, é aquele ‘brilho do olho do gato’, aquela mancha branca que acontece no fundo de olho, você consegue perceber, e dependendo do tamanho, a luz direta reflete e você já consegue ver a olho nu”, explicou. Atualmente, há técnicas modernas para identificar doenças que se manifestam na primeira infância. É o que explica o CEO da ConectGene, uma empresa especialista em testes genéticos, José Antônio Diniz. “A precisão do teste genético é importantíssima, porque o retinoblastoma, se identificado, por exemplo, logo ao nascer a sua predisposição, o tratamento precoce amplia substantivamente as possibilidades de cura”, afirmou.

*Com informações da repórter Caterina Achutti

 

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