Especialista alerta para a síndrome da fragilidade no Idoso

O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, comemorado no próximo dia 15 de junho e durante todo o mês por meio da campanha “Junho Violeta”, serve não só como um alerta para esse tipo de agressão como também para a síndrome da fragilidade dos idosos.

Segundo dados do IBGE, atualmente no Brasil temos cerca de 26 milhões de pessoas idosas com 60 anos ou mais, o que representa 13% da população brasileira. Mundialmente, a Organização Mundial de Saúde espera que a população idosa chegue a 2 bilhões em 2.050.

“O corpo fica mais vulnerável a danos graves por conta da síndrome da fragilidade do idoso que consiste na perda acentuada de unidades motoras, que são músculos e os nervos que os inervam. A essa perda muscular dá-se o nome de Sarcopenia, componente central da síndrome da Fragilidade do Idoso. Como se essa perda de músculos e de força não bastasse, temos também a perda de massa óssea, diminuição da capacidade respiratória e lentidão do funcionamento dos órgãos e dos processos mentais, que face a uma agressão doméstica ou uma violência externa pode comprometer muito a saúde da pessoa idosa”, comenta o acupunturista e fisioterapeuta, Dr. Márcio De Luna, mestre em Ciência da Motricidade Humana (UCB-RJ) e especialista em Neurociência aplicada à Longevidade (IPUB/UFRJ).

Estudo publicado na Europe PMC, um banco de dados europeu de biotecnologia em cooperação com a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, aponta que “a fragilidade é um conceito prático e unificador no cuidado das pessoas mais velhas, direcionando a atenção de diagnósticos específicos de múltiplos órgãos para um ponto de vista mais holístico do paciente e sua situação”.

A acupuntura, método milenar da Medicina Tradicional Chinesa, colabora para que idosos tenham uma qualidade de vida melhor e busquem retardar os efeitos do envelhecimento, melhorando a saúde dos órgãos do corpo humano, em especial a performance dos músculos esqueléticos e do funcionamento mental e cognitivo.

“As sessões de acupuntura propiciam aos idosos, melhorar as variáveis da motricidade do corpo, aumentando a força muscular global, a potência e a resistência, permitindo assim a uma qualidade de vida melhor aos idosos e diminuindo dramaticamente a síndrome da fragilidade, que sem uma abordagem profilática, terapêutica e recuperativa, crescerá com a idade e o passar do tempo”, comenta Dr. Márcio De Luna.

DESAFIOS DA SAÚDE PÚBLICA

Um estudo da Associação Belga de Saúde Pública apontou que o avanço da fragilidade nos idosos representa um enorme problema de saúde pública em crescimento contínuo e ininterrupto, tanto no nível do paciente quanto no da sociedade, devido às suas múltiplas consequências clínicas e sociais.

Os cientistas explicaram que a fragilidade nos idosos cria um estado de maior vulnerabilidade e aumenta os riscos de quedas, delírio e incapacidade. Com o envelhecimento da população mundial, o interesse para as questões bio psicológicas e socioeconômicas da fragilidade tem aumentado, mas ainda há poucas pesquisas sobre o tema.

Márcio De Luna, que atende no eixo Rio-SP, aponta que a medicina tradicional oriental desde sempre tratou a qualidade de vida na fase do envelhecimento como uma questão fundamental, e chama a atenção de que na China e no oriente, o número de idosos ativos e saudáveis é o maior do mundo: “Há milênios os chineses idosos engravidam mulheres jovens, praticam artes marciais, se exercitam e trabalham até em idades bastante avançadas. E um dos segredos da pouca prevalência da síndrome da Fragilidade do Idoso na China é a acupuntura aplicada como prevenção, tratamento e reabilitação em sua população, juntamente com os exercícios diários e uma alimentação cuidadosa e mais natural”.

Essa fragilidade, segundo Luna, é um dos fatores mais preocupantes com relação a saúde do idoso, e deve ser levada em consideração ao falarmos da violência contra a pessoa idosa. “Uma idoso frágil é uma pessoa  sem força e sem agilidade, com dificuldade de locomoção, alteração cognitiva e com risco de queda. É uma vítima potencial, indefesa e fraca, que quando atacada, complica muito o seu estado de saúde impondo grande sofrimento a família e custos aos sistemas de saúde público e privado ”, conclui Luna.

Redação

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